quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quebra de Tabus

Apesar de ter sido o dia mais importante do ano, escrevi isso ontem.

Definidos os finalistas da 19ª edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol Masculino. E mais dois tabus foram para o espaço.
O primeiro, no jogo entre Uruguai x Holanda. Sem análise específica do jogo, sucintamente, o Uruguai já era o Forlán. Sem Lugano contundido e Suarez suspenso, Uruguai se tornou praticamente só Forlán. Exageros a parte, com um time mais montadinho, a Holanda superou por 3x2, com gol irregular. Sendo assim, quebrou-se o tabu de desde 1962 Europeus e Sul-americanos se revezarem no título (a outra semifinal foi entre europeus). Para o time uruguaio, claro, ficou o sentimento de derrota. Mas para a nação uruguaia, o gostinho de figurar entre os principais, reconquistando parte da glória passada. A ‘Laranja Mecânica’ se encaminha para sua terceira final. Conquistou seus dois vice-campeonatos com aquela seleção que conquistou esse apelido ‘Laranja Mecânica’ e ‘Carrossel Holandês’ em 1974 e 1978. A Holanda tenta quitar parte do débito que tem com a Copa do Mundo.
No outro lado da chave, reencontro entre as seleções finalistas da Eurocopa 2008. Naquela ocasião, vitória espanhola. Nessa, não foi diferente. A Alemanha jogou no contra-ataque, como nos jogos anteriores, mas dessa vez não conseguiu encaixar, e se deu mal. A ‘Fúria’ apesar do apelido, jogou de forma fria, pragmática. Demonstrou seu envolvente toque de bola, que a consagrou campeã europeia. Para uma seleção que nunca havia atingido a fase semifinal, chegar na final foi uma enorme conquista em sua história. E nesse jogo, o maior tabu da história das copas foi quebrado: em todas finais existentes, não houve uma sequer sem a presença de Alemanha, Itália, Brasil ou Argentina; um deles, claro.
E nessa edição, os europeus passarão na frente dos sul-americanos. Antes do início da competição, nove títulos para cada lado. Ao fim do torneio, a balança pende para o lado europeu. A próxima edição será em solo brasileiro, é a chance de empatar mais uma vez essa eterna disputa entre os gigantes continentes do futebol. Porque esperar uma ‘zebra’ africana, asiática, ou norteamericana é um verdadeiro “tiro no escuro”.
Holanda e Espanha, apontadas como as principais favoritas ao título, medirão forças no Domingo para ver quem conquistará seu primeiro título na história.
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